Qualis - B2
ISSN: 2763-6496
Política sobre o Uso de Inteligência Artificial Generativa
A Revista Coleta Científica reconhece que ferramentas de inteligência artificial generativa e tecnologias assistidas por IA podem auxiliar autores, pareceristas e editores em determinadas atividades acadêmicas e editoriais. Entretanto, seu uso deve ocorrer com transparência, responsabilidade, supervisão humana, preservação da confidencialidade e respeito à integridade científica.
Esta política estabelece diretrizes para o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa na preparação, submissão, avaliação, edição e publicação de manuscritos submetidos à Revista Coleta Científica.
Entendem-se como ferramentas de inteligência artificial generativa aquelas capazes de produzir, modificar, resumir, traduzir, revisar, organizar ou sugerir textos, imagens, códigos, tabelas, referências, análises ou outros conteúdos com base em comandos fornecidos pelos usuários.
O uso de inteligência artificial generativa deve observar os seguintes princípios:
a) responsabilidade humana integral pelo conteúdo submetido, avaliado, editado ou publicado;
b) transparência quanto ao uso de ferramentas de inteligência artificial quando esse uso tiver influência relevante na produção do manuscrito;
c) preservação da originalidade, da autoria, da integridade dos dados e da validade científica do trabalho;
d) proteção da confidencialidade dos manuscritos, pareceres, dados de pesquisa e informações pessoais;
e) respeito aos direitos autorais, à propriedade intelectual e às normas éticas aplicáveis;
f) proibição do uso de inteligência artificial para fabricar dados, resultados, imagens, citações, referências ou informações inexistentes;
g) manutenção da avaliação editorial e científica como uma atividade humana, crítica e independente.
Autoria e Responsabilidade no Uso de Inteligência Artificial
Ferramentas de inteligência artificial generativa não podem ser indicadas como autoras ou coautoras de manuscritos submetidos à Revista Coleta Científica.
A autoria científica exige responsabilidade pública pelo conteúdo, aprovação da versão final do manuscrito, capacidade de responder por questões de integridade acadêmica, declaração de conflitos de interesse e concordância com a submissão e a publicação. Essas responsabilidades somente podem ser assumidas por pessoas humanas.
Os autores são integralmente responsáveis por todo o conteúdo submetido, mesmo que tenham utilizado ferramentas de inteligência artificial em qualquer etapa da preparação do manuscrito.
Uso Permitido de Inteligência Artificial pelos Autores
Os autores podem utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa de maneira limitada, complementar e supervisionada, desde que esse uso não substitua sua contribuição intelectual, análise crítica, interpretação científica ou responsabilidade pelo conteúdo.
Exemplos de usos permitidos incluem:
a) revisão gramatical, ortográfica e estilística;
b) aprimoramento da clareza, da fluidez e da organização textual;
c) tradução preliminar de textos produzidos pelos próprios autores;
d) apoio na estruturação de ideias, desde que o conteúdo científico seja desenvolvido e validado pelos autores;
e) auxílio na preparação de resumos, palavras-chave ou títulos, desde que sejam criticamente revisados pelos autores;
f) apoio na organização de referências, desde que todas as fontes sejam verificadas pelos autores;
g) suporte técnico em códigos, fórmulas, tabelas ou análises, quando devidamente revisados, validados e descritos na metodologia, quando aplicável;
h) criação de imagens explicativas, diagramas, fluxogramas ou ilustrações conceituais, desde que não representem dados fabricados ou resultados inexistentes e que seu uso seja declarado.
Mesmo quando o uso for permitido, os autores devem revisar cuidadosamente todo o conteúdo gerado ou modificado por inteligência artificial antes da submissão.
Uso Proibido de Inteligência Artificial pelos Autores
A Revista Coleta Científica não permite o uso de inteligência artificial generativa para:
a) produzir um manuscrito completo sem contribuição intelectual humana genuína;
b) fabricar, falsificar ou alterar dados de pesquisa;
c) criar resultados, entrevistas, depoimentos, estatísticas, imagens, tabelas ou evidências inexistentes;
d) gerar referências bibliográficas falsas, inexistentes ou não verificadas;
e) atribuir citações incorretas a autores ou obras;
f) manipular imagens científicas, fotografias, exames, gráficos ou registros de pesquisa de maneira enganosa;
g) ocultar plágio, autoplágio, publicação duplicada ou má conduta acadêmica;
h) substituir a análise crítica, a interpretação científica ou a discussão dos resultados;
i) produzir pareceres, respostas aos pareceristas ou justificativas sem revisão e responsabilidade dos autores;
j) inserir informações confidenciais, dados pessoais sensíveis ou dados não autorizados em ferramentas externas sem garantias adequadas de privacidade e segurança.
O uso inadequado de inteligência artificial poderá resultar na rejeição do manuscrito, em pedidos de esclarecimento, correção, retratação ou comunicação institucional, de acordo com a gravidade do caso.
Declaração de Uso de Inteligência Artificial pelos Autores
Quando ferramentas de inteligência artificial generativa forem utilizadas de maneira relevante na preparação do manuscrito, os autores deverão incluir uma declaração específica no texto submetido.
A declaração deverá incluir:
a) nome da ferramenta ou do serviço utilizado;
b) finalidade do uso;
c) etapa em que a ferramenta foi utilizada;
d) forma de supervisão, revisão e validação humana;
e) responsabilidade dos autores pelo conteúdo final.
A declaração deverá ser inserida antes das referências, com o seguinte título:
Declaração de uso de inteligência artificial generativa e tecnologias assistidas por IA
Modelo recomendado:
“Durante a preparação deste manuscrito, os autores utilizaram [nome da ferramenta ou do serviço] para [descrever a finalidade do uso]. Após a utilização da ferramenta, os autores revisaram, editaram e validaram integralmente o conteúdo, assumindo plena responsabilidade pela versão final submetida à revista.”
Quando nenhuma ferramenta de inteligência artificial generativa tiver sido utilizada de maneira relevante, a revista poderá solicitar a seguinte declaração:
“Os autores declaram que não utilizaram ferramentas de inteligência artificial generativa de maneira relevante na preparação, análise, redação ou revisão deste manuscrito.”
Ferramentas básicas de correção ortográfica, verificação gramatical simples ou formatação de texto não precisam ser declaradas, desde que não tenham realizado alterações substanciais no conteúdo, na estrutura, na interpretação ou na argumentação do manuscrito.
Uso de Inteligência Artificial nos Métodos de Pesquisa
Quando ferramentas de inteligência artificial fizerem parte do desenho da pesquisa, da coleta de dados, da análise de dados, do processamento de imagens, da modelagem estatística, da mineração de textos, da programação ou de qualquer procedimento científico, seu uso deverá ser descrito de maneira clara e reproduzível na seção de metodologia.
Nesses casos, os autores deverão informar, quando aplicável:
a) nome da ferramenta, do sistema, do modelo ou do software;
b) versão utilizada;
c) desenvolvedor ou fornecedor;
d) parâmetros, comandos, critérios ou procedimentos relevantes;
e) forma de validação dos resultados;
f) limitações conhecidas da ferramenta;
g) medidas adotadas para evitar vieses, erros, distorções ou resultados não reproduzíveis.
O uso de inteligência artificial como método de pesquisa não dispensa o rigor metodológico, a transparência, a validação dos dados e a responsabilidade dos autores.
Uso de Inteligência Artificial em Imagens, Figuras e Gráficos
O uso de inteligência artificial para a criação ou edição de imagens, figuras, gráficos e ilustrações deverá respeitar a integridade científica e a transparência editorial.
É permitido utilizar inteligência artificial como apoio à criação de:
a) fluxogramas;
b) diagramas conceituais;
c) esquemas explicativos;
d) ilustrações não empíricas;
e) representações visuais de processos ou relações teóricas.
Nesses casos, o uso deverá ser declarado na legenda da figura e na declaração geral de uso de inteligência artificial.
A inteligência artificial não deverá ser utilizada para fabricar, alterar ou manipular imagens que representem dados primários ou resultados de pesquisa, tais como:
a) imagens microscópicas;
b) exames clínicos;
c) imagens radiológicas;
d) fotografias de campo;
e) registros documentais;
f) gráficos que não sejam derivados diretamente de dados reais da pesquisa;
g) imagens que possam induzir a uma interpretação falsa dos resultados.
Gráficos, tabelas e visualizações de dados deverão ser derivados de dados reais, verificáveis e metodologicamente descritos.
Referências, Citações e Fontes
Os autores que utilizarem inteligência artificial como apoio à revisão da literatura, à organização de referências ou à localização de fontes deverão verificar manualmente todas as informações antes da submissão.
A Revista Coleta Científica não aceita referências inexistentes, citações fabricadas, atribuição incorreta de autoria ou fontes não verificáveis.
A inclusão de referências falsas, inexistentes ou geradas artificialmente poderá ser considerada má conduta acadêmica.
Os autores permanecem responsáveis pela precisão, relevância e existência de todas as referências utilizadas no manuscrito.
Tradução com Apoio de Inteligência Artificial
Ferramentas de inteligência artificial poderão ser utilizadas para a tradução preliminar de textos produzidos pelos próprios autores, desde que o resultado seja cuidadosamente revisado por uma pessoa com domínio do idioma e do conteúdo científico.
Os autores são responsáveis por garantir que a tradução preserve o sentido original, a precisão conceitual, a terminologia adequada e a integridade acadêmica do manuscrito.
Quando a tradução assistida por inteligência artificial tiver influência relevante na versão submetida ou publicada, seu uso deverá ser declarado.
Confidencialidade e Proteção de Dados
Autores, pareceristas e editores deverão ter cautela ao inserir informações em ferramentas de inteligência artificial, especialmente quando envolverem:
a) manuscritos não publicados;
b) dados de pesquisa não publicados;
c) informações pessoais;
d) dados sensíveis;
e) documentos confidenciais;
f) pareceres editoriais;
g) comunicações confidenciais;
h) materiais protegidos por direitos autorais ou propriedade intelectual.
A inserção de informações confidenciais em sistemas externos poderá representar riscos à privacidade, à propriedade intelectual e à integridade do processo editorial.
Uso de Inteligência Artificial pelos Pareceristas
Os pareceristas da Revista Coleta Científica deverão preservar a confidencialidade dos manuscritos recebidos para avaliação.
Os pareceristas não poderão inserir manuscritos completos, trechos substanciais, dados não publicados, tabelas, figuras ou informações confidenciais em ferramentas públicas de inteligência artificial generativa.
O uso de inteligência artificial pelos pareceristas será permitido somente de maneira limitada e auxiliar, por exemplo:
a) para aprimorar a clareza linguística de um parecer escrito pelo próprio parecerista;
b) para organizar a estrutura do relatório de avaliação;
c) para auxiliar em pesquisas bibliográficas gerais, sem o compartilhamento de conteúdo confidencial do manuscrito;
d) para verificar a ortografia ou a gramática do parecer.
A inteligência artificial não poderá substituir a leitura crítica, o julgamento acadêmico, a avaliação metodológica, a análise ética ou a recomendação científica do parecerista.
O parecerista permanece integralmente responsável pelo conteúdo do parecer e pela recomendação submetida à revista.
Declaração de Uso de Inteligência Artificial pelos Pareceristas
Quando o parecerista utilizar uma ferramenta de inteligência artificial de maneira relevante na preparação de seu parecer, deverá declarar esse uso no próprio relatório de avaliação.
Modelo recomendado:
“Durante a preparação deste parecer, utilizei [nome da ferramenta ou do serviço] para [descrever a finalidade do uso]. Após a utilização da ferramenta, revisei e editei o conteúdo conforme necessário e assumo plena responsabilidade pela avaliação crítica, pelos comentários e pela recomendação editorial apresentados.”
Ferramentas simples de correção ortográfica ou gramatical não precisam ser declaradas, desde que não alterem substancialmente o conteúdo do parecer.
Uso de Inteligência Artificial pelos Editores
Os editores da Revista Coleta Científica são responsáveis pela condução humana, crítica, independente e ética do processo editorial.
As ferramentas de inteligência artificial não poderão substituir a decisão editorial, a avaliação do mérito acadêmico, a escolha dos pareceristas, a análise de conflitos de interesse ou a responsabilidade final dos editores.
Os editores não poderão inserir manuscritos completos, partes substanciais de manuscritos, pareceres confidenciais, dados não publicados ou comunicações privadas em ferramentas públicas de inteligência artificial generativa.
O uso de inteligência artificial pelos editores poderá ocorrer somente de maneira auxiliar, por exemplo:
a) para aprimorar a clareza linguística das comunicações editoriais;
b) para organizar mensagens administrativas;
c) para auxiliar em verificações técnicas que não envolvam tomada de decisão;
d) para apoiar pesquisas bibliográficas gerais;
e) para aprimorar a estrutura textual das decisões editoriais, desde que o conteúdo seja formulado, revisado e validado pelo editor responsável.
A decisão editorial final deverá ser sempre tomada por editores humanos, com base no mérito científico, nos pareceres recebidos, nas normas da revista e nos princípios da ética editorial.
Transparência no Processo Editorial
A Revista Coleta Científica poderá utilizar ferramentas tecnológicas, incluindo sistemas automatizados ou assistidos por inteligência artificial, para apoio administrativo, verificação técnica, detecção de similaridade, organização de metadados ou aprimoramento do fluxo editorial.
Essas ferramentas não substituem a avaliação por pares, a análise editorial humana ou a decisão final dos editores.
A revista compromete-se a preservar a supervisão humana nas etapas essenciais do processo editorial.
Detecção de Uso Indevido de Inteligência Artificial
A revista poderá analisar manuscritos, pareceres, imagens, referências e outros materiais submetidos quando houver suspeita de uso indevido de inteligência artificial.
A detecção automatizada de conteúdo gerado por inteligência artificial não será utilizada como fundamento exclusivo para rejeição, acusação de má conduta ou retratação.
Quando forem identificados indícios relevantes, a revista poderá:
a) solicitar esclarecimentos aos autores, pareceristas ou editores envolvidos;
b) solicitar documentação adicional;
c) solicitar revisão, correção ou reformulação do conteúdo;
d) rejeitar o manuscrito;
e) publicar uma correção, expressão de preocupação ou retratação, quando aplicável;
f) comunicar as instituições envolvidas em casos graves de má conduta.
A análise considerará o contexto, a extensão do uso, a transparência da declaração, os riscos à integridade científica e a responsabilidade das partes envolvidas.
Sanções em Caso de Uso Indevido
O uso inadequado de inteligência artificial poderá resultar em medidas editoriais, de acordo com a gravidade do caso.
As possíveis medidas incluem:
a) solicitação de correções;
b) exigência de declaração complementar;
c) devolução do manuscrito aos autores;
d) rejeição do manuscrito;
e) suspensão temporária de submissões pelos autores envolvidos;
f) comunicação à instituição dos autores;
g) publicação de correção, expressão de preocupação ou retratação;
h) outras medidas compatíveis com as boas práticas de ética editorial.
ISSN: 2763-6496
Qualis: B2 (2021-2024)
Editora Coleta Científica e Editora JRG (Mantenedoras do Periódico)
Dados da mantenedora do Periódico:

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